24/05/2012

Livros e a Vida

    Toda vez que leio um livro, consigo remeter a algum causo, pessoa ou momento meu. Desta vez, lendo aqueles clássicos norte-americanos da década de 1950 e 1960, sinto grande felicidade. Confesso que sou fraco para buscar literatura - costumo ver os livros de bolso, comprá-los e lê-los. Não me inclino para a poesia da forma com que acho que deveria fazê-lo.  Eis que, no ano passado, encontro um amigo, um cara que é da família, nestas andanças pelo Blogspot, fazendo as poesias que sempre fez; pelo menos, desde que me conheço por gente, vejo o amigo Júlio escrever poesias, boas poesias, sinceras, belas. 
    Acometeu-me, num ônibus direção ao trabalho, um sentimento de felicidade em saber que as atuais poesias do Júlios, os haicai, são coisas não tão novas e com ar de rebeldia. A princípio, sou um ignorante na arte da poesia - nota-se. Aqueles insanos da época dos rebeldes sem causa dos anos 1950 me lembraram este amigo, que é contrário a maioria da população, contrário ao senso comum, contrário ao conformismo, contrário aos apertadores de potões de controle remoto da tevê. Eles inspiravam a vontade de viver; sinto isto ao ler os haicais do Júlio. Mas, vamos ao trecho do texto de Jack Kerouac, em Vagabundos Iluminados:

Um verdadeiro haicai tem que ser tão simples quanto mingau e ainda assim fazer com que você enxergue a coisa como ela é, como o melhor deles, provavelmente, aquele que diz: 'O pardal saltita pela varanda, com as patas molhadas'. De Shiki. Dá para enxergar as pegadas molhadas como uma visão na mente e ainda assim aquelas poucas palavras também dá para ver toda a chuva que caiu naquele dia e quase sentir o cheiro das pinhas úmidas".

    Sei que o ar dos "Vagabundos iluminados" é completamente diferente. Eles são de uma geração do ter tudo, poder tudo, e nós, brasucas, somos de uma outra geração, de outro povo, de outros valores. Não temos muito, somos assim, meio que jogados a esmo pelo vento sul que bate ali na Praia da Saudade. Escutamos as marolas da baia norte e sul e chamamos aquilo de ondas; acreditamos que subir o Cambirela é um enorme desafio porque não conhecemos quase nada do nosso país. 
    De fato, a vida imita a arte. Mas a arte também imita a vida. E uma sem outra não existe... é um eterno retorno, não como Nietzsche pretende, mas como o movimento se mostra.

23/05/2012

Fenaj se alia aos Politicamente Corretos

    Acaba de sair um boletim da Fenaj "tornando público seu veemente repúdio" à matéria de Mirella Cunha, no programa Brasil Urgente, da TV Band Bahia. Neste, a Fenaj imputa valores inexistentes nos enunciados e metalinguagens da matéria, acreditando que a "menina loira" tratou um sujeito com arrogância e perversidade, autodenominado "vagabundo" (segundo intenções explícitas do autor do fato), pelo fato do sujeito ser "negro". 

Só defende esta ideologia quem não viveu

Resultado de 80 anos de socialismo:  голодомор. Não satisfeito em defender uma ideologia morta há mais de 20 anos totalmente corrompida pela burocracia, violência e prisão? Copie e cole no Youtube a palavra russa ali acima e veja o que os russos consideram o que foi a "fome" naquele "país". 
Minha tristeza é ver que a parcela mais instruída do Brasil, os universitários (professores, alunos e servidores), acreditam ser esta a saída para todos os males do nosso país. Bem engraçado são os defensores de Cuba. Até agora não vi um desse se mudando pra Ilha Presídio dos Castros. 
Pois é... o Brasil consegue ser uma país muito interessante por agregar as outras culturas. Mas ao invés de se adaptar em uma cultura positiva, focam numa destrutiva. Vai entender este povo!
Há aqueles que vão dizer que isto não foi socialismo. Bem... defendamos então que ainda não vivemos o capitalismo ou liberalismo, visto que os meios de arrecadação pública ainda são feudais demais. 

22/05/2012

Músicas da Incrível Saga

Programa piloto

Vamos lá: citando três bandas interessantes para se conhecer. Os alternativos podem pirar com a dica, visto que as bandas são bem raras de serem conhecidas, embora sejam fantásticas.

=> Katzenjammer;
=> Hellsongs;
=> The Bastard Fairies.

16/05/2012

Homem do tempo

 Ao longe aquela figura chamava a minha atenção. Mais um andarilho, um mendigo, um estranho pedinte atrás de dinheiro para a cachaça. Muito me enganei. E esta é a armadilha do preconceito. Porque é um erro deixar-se levar pelos olhos e não pela análise aprofundada - isto mostra a ignorância a qual podemos ser levados. 
Sentei-me ao lado do sujeito e fui conversando. Ele olhou minha câmera fotográfica, deu aquela olhada no crachá da empresa pendurado na bolsa da câmera e resmungou. A princípio, não entendi o que o sujeito me dizia. Foi aí que a conversa começou.